hummm que doido...
Ela tinha olhos de artista.
Artista.
Não artista, tipo cinema, tv, revista e essas coisas que você compra por aí.
Era um olhar triste. De artista.
Daqueles que você tem quando pára e pensa que o mundo tá rodando e se pergunta: quem tá rodando o mundo? Tem alguém rodando o mundo e eu tô parado.
Mas quem tá rodando esse mundo louco? Num era melhor dar um paradinha?
O olhar era daqueles que vê.
Como o olho do verdadeiro poeta, aquele que é tão bom, que diz tudo que você já sabe, mas seu olho não vê.
Era um olhar triste.
Tristeza no bom sentido.
Tenho minhas tristezas também. Mas tenho poucas porque tenho meus artistas, que têm as minhas tristezas que eu nunca tive.
hummm que doido...